domingo, 12 de fevereiro de 2012

Apoel de Marcinho encanta o Mundo

zebra apresenta o Chipre ao mundo

Com seis brasileiros, estrutura modesta e folha salarial baixa, clube vestido de amarelo leva o país ao mata-mata da Champions pela 1ª vez na história

Por Cahê MotaEspecial para o GLOBOESPORTE.COM, em Nicósia
O roteiro apontava para uma história rotineira de imigrantes jogadores de futebol brasileiros que se aventuram na Europa e voltam para casa como anônimos. Os carimbos no passaporte também. Afinal, passagens por Grécia, Portugal, Finlândia, Suécia e Dinamarca estão longe de representarem uma carreira de sucesso no Velho Continente. Mas o destino uniu Aílton, Manduca, Marcinho, William Boaventura, Kaká e Marcelo Oliveira no Chipre para mostrarem que no esporte a "zebra" também joga a favor. E foi assim, com a camisa do modesto Apoel Nicósia, que o sexteto do Brasil colocou a pequena ilha no mar Mediterrâneo no mapa do futebol.

Os indícios apontavam para o insucesso. Dono segundo elenco mais velho da Champions League – atrás apenas do Milan –, o Apoel precisava passar por três eliminatórias antes da fase de grupos, que era a meta principal. Fez mais do que isso. Com cinco dos seis brasileiros entre os titulares, triturou os rivais na fase classificatória e surpreendeu a Europa ao deixar Shakthar Donetsk, Porto e Zenit, todos campeões recentes da Liga Europa, para trás no Grupo G, classificando pela primeira vez um clube cipriota para o mata-mata da mais importante competição de clubes do mundo. Resultado espantoso até mesmo pelos responsáveis pelo feito.
jogadores brasileiros do Apoel Nicósia (Foto: Cahê Mota / Globoesporte.com)Jogadores brasileiros do Apoel Nicósia (Foto: Cahê Mota / Globoesporte.com)
- Só a vaga na fase de grupos nos deixou muito orgulhosos e satisfeitos. Depois, tudo tem sido um extra. Ninguém esperava esse sucesso, a forma como as coisas têm acontecido. É um feito gigante na história do país, é uma prova do desenvolvimento rápido do futebol do Chipre – disse o atacante brasileiro Gustavo Manduca, catarinense de 31 anos, que começou na base do Grêmio, mas nunca jogou como profissional no Brasil. No currículo, passagens por Finlândia, Portugal – com direito a temporada no Benfica – e Grécia.
Para entender um pouco mais do fenômeno cipriota que encara o Lyon na próxima terça-feira, na França, sonhando em fazer mais uma vítima, o GLOBOESPORTE.COM foi até Nicósia, capital do Chipre, desvendar a fórmula do sucesso do Apoel (veja no vídeo ao lado gols da vitória da equipe sobre o Porto na fase de grupos da UCL). Como guias, os seis brasileiros que mudaram a história do clube.
Estrutura modesta, mas suficiente

Ainda em Larnaca, cidade vizinha a Nicósia e onde está localizado o aeroporto internacional, foram necessários poucos minutos para perceber que o país, dividido entre gregos e turcos, era também território “colonizado” por brasileiros. No caminho para o estacionamento, na companhia do lateral-esquerdo William Boaventura, um grupo de cipriotas se divertia com o som do carro nas alturas. O hit? “Ai se eu te pego”, de Michel Teló, trilha sonora do futebol europeu na temporada.

A música é a mesma que embalou o aquecimento dos jogadores na academia do centro de treinamento. Artilheiro e principal jogador da equipe, Aílton, de 27 anos, revelado pelo Atlético-MG e que também nunca jogou Brasil, atacou de DJ e soltou o som para passos desengonçados dos companheiros.
Curiosidades Apoel (Foto: Editoria de Arte / Globoesporte.com)
É um país até parecido com o Brasil. Acho que isso tem facilitado muito o nosso sucesso"
Aílton
– É um país até parecido com o Brasil. As pessoas são abertas, acolhedoras. Acho que isso tem facilitado muito o nosso sucesso. A gente também impõe nossa alegria no clube, no vestiário. É o jeito brasileiro de ser – analisou o mineiro enquanto gargalhava.

O investimento nos brasileiros foi uma aposta da diretoria do clube em meados de 2010, quando uma meta foi traçada: levar o Apoel de volta à Liga dos Campeões. Apesar da lanterna em sua chave na edição de 2009, quando pela primeira vez um time do Chipre alcançou a fase de grupos, a participação turbinou as finanças e deixou claro que o crescimento do clube passava pela presença constante na competição.
– O Apoel já tinha participado da Liga dos Campeões há três anos e tinha esse sonho de voltar para fazer uma boa campanha. Abraçamos esse projeto desde o ano passado. Conseguimos o título nacional e o passo seguinte era a vaga na fase de grupos. Estamos vivendo esse momento especial porque sonhamos juntos e caminhamos passo a passo há mais de um ano e meio – revelou Manduca
Aílton trabalha na academia do Apoel (Foto: Cahê Mota / Globoesporte.com)Aílton trabalha na academia do Apoel (Foto: Cahê Mota / Globoesporte.com)
A aposta nos brasileiros, por sua vez, não impediu também que melhorias estruturais fossem realizadas. Ao contrário de clubes como o Chelsea, rival na Champions de 2009, e o Shaktar, eliminado na última posição no grupo este ano, o Apoel não conta com um mecenas e todo o orçamento vem de patrocínio, cotas de TV, participação em campeonatos e apoio de empresários locais. A realidade reflete na folha salarial de “apenas” 8,5 milhões de euros por temporada, com média entre 12 e 17 mil mensais para os jogadores. Valor que Manduca tratou como satisfatório diante das circunstâncias.
Campos do CT do Apoel em Nicósia (Foto: Cahê Mota / Globoesporte.com)Campos do CT do Apoel em Nicósia
(Foto: Cahê Mota / Globoesporte.com)
 O clube paga em dia, é correto, paga bem, dá bons prêmios e nos oferece a estrutura necessária para trabalhar. É o suficiente. Não é algo luxuoso, mas é o suficiente.

A estrutura modesta citada pelo brasileiro conta com dois campos, sala de estar, academia e departamento médico equipados e vestiário moderno.

‘Os brasileiros ditam nosso estilo'

E o sucesso dos brasileiros não causa qualquer tipo de ciúmes com os cipriotas, maioria no elenco, com 11 representantes. Pelo contrário, a relação é de admiração. Normalmente, apenas um jogador local é escalado entre os titulares, que contam ainda com um grego, três portugueses e um jogador da Macedônia.

– Eles são muito importantes no nosso time. Os brasileiros ditam o estilo do nosso jogo, tornam o time melhor e parece que são membros do Apoel há anos. Principalmente, pela forma como se comportam no clube. Foram importantes não somente para chegarmos às oitavas como também para entrarmos na Champions League – declarou o meia Nektarius Alexandrou.
Membro também da seleção do Chipre, ele detalhou o papel de cada um dos brasileiros mais antigos na equipe e deixou claro que a expectativa é de que a ala tupiniquim do Apoel, que, coincidentemente, usa camisas amarelas, siga fazendo a diferença diante do Lyon.

– Eles foram decisivos. Aílton e Manduca marcaram a maioria dos gols, Boa (William) tem feito uma grande temporada, Marcinho é um cara que mudou o nosso estilo de jogo. Todos eles representam muito e esperamos ainda mais deles.
torcida apoel  (Foto: Cahê Mota / Globoesporte.com)Torcida do Apoel (Foto: Cahê Mota / Globoesporte.com)
Camisa 10 e capitão da equipe de Nicósia e também da seleção cipriota, Constantinos Charalambides fez coro com o compatriota e demonstrou confiança em uma até então impensável vaga nas quartas de final.
Já estamos acima das nossas possibilidades"
Charalambides
– Agora, podemos sonhar muitas coisas. Quando nos classificamos para fase de grupos, nunca imaginávamos uma classificação como primeiro do grupo. Então, o que devemos fazer é continuar jogando como temos jogado até agora. Vamos com autoconfiança enfrentar o Lyon, acreditando nas nossas possibilidades. Por que não? Já estamos acima das nossas possibilidades.

Para Charalambides, a campanha atual tem o poder de transformar não só o Apoel, mas o futebol do Chipre em si, aumentando a expectativa para o futuro.

– Depois desse sucesso, toda Europa vai respeitar mais o Chipre e o Apoel. É importante que eles nos conheçam. Há quatro, cincos anos atrás ninguém sabia da existência da Liga de Futebol do Chipre. O que estamos fazendo é importante para que todos os times daqui cresçam.
Mural com fotos dos jogos do clube na fase de grupos da Champions  (Foto: Cahê Mota / Globoesporte.com)Na sede do clube, mural com fotos dos jogos na
fase de grupos da UCL (Foto: Cahê Mota
Torcedor pede mais brasileiros
E se a expectativa é de que o futebol do Chipre bata ponto frequentemente na Champions League, os torcedores sabem bem o que é necessário para que o Apoel continue como esse representante: contratar mais jogadores brasileiros. Para isso, há até quem ignore a opinião do treinador sérvio Ivan Jovanovic na hora de dar conselhos ao presidente:
– Sem os brasileiros, jamais conseguiríamos chegar onde chegamos. Já até falei com o presidente que ele precisa se reunir com os seis e pedir conselhos de outros jogadores do Brasil que possam ser contratados – disse Michael Antoniades, torcedor fanático e dono de um hotel em Nicósia.

A opinião é compartilhada por Charalambides, que mantém os pés no chão e sabe que o clube ainda não tem condição de sonhar com estrelas do primeiro escalão brasileiro.

– Não estamos preparados para receber jogadores muito famosos. Mas acho que podemos receber outros brasileiros muito bons.

O capitão, no entanto, é mais um dos que têm brasileiros como referência desde a infância.

– Sempre gostei muito de olhar a Seleção Brasileira, os jogadores brasileiros. O futebol de vocês é uma inspiração, a maneira como amam esse esporte. Admiro muito tudo isso. Gostava muito do Ronaldinho no Barcelona, Ronaldo no auge da carreira, todos esses que contribuíram para história do futebol.
William Boaventura no treino do Apoel (Foto: Cahê Mota / Globoesporte.com)William Boaventura no treino do Apoel (Foto: Cahê Mota / Globoesporte.com)
É nítida a forte ligação dos cipriotas com o Brasil. Durante o treinamento no CT, um dos médicos do clube se aproximou da reportagem do GLOBOESPORTE.COM para bate-papo sobre o assunto, fazendo questão de elogiar Sócrates e a Seleção de 82, além de defender Pelé na polêmica disputa com Maradona pelo posto de melhor de todos os tempos:

– Não há discussão. O Pelé jogava com tudo: os dois pés, cabeça, peito...

Sucesso não faz brasucas sonharem com volta para casa

A mesma medida em que os cipriotas torcem pela chegada de novos brasileiros, os que lá já estão não pretendem fazer o caminho inverso. Cientes da grandeza do feito realizado na pequena ilha do mediterrâneo, o sexteto é quase unânime ao apontar que voltar para casa seria colocar a carreira estabilizada que têm hoje em dia em risco.
á não tenho mais o desejo que eu tinha na infância de atuar em um grande clube"
Willianr
– Minha possibilidade de retorno é bem remota. Meu plano é ficar por aqui mais dois, três anos e encerrar a carreira. Já não tenho mais o desejo que eu tinha na infância de atuar em um grande clube – falou William Boaventura, ou somente Boa, como é chamado pela torcida. Aos 31 anos, ele foi revelado pelo Cruzeiro, passou pelo Cabofriense e está na Europa desde 2004, quando chegou ao próprio Apoel antes de rodar por Rússia e Ucrânia.

O discurso de Manduca vai ao encontro do companheiro. Mesmo admitindo que o fato de nunca ter jogado como profissional no Brasil representa uma lacuna em sua carreira, o atacante não se mostrou disposto a trocar a condição de ídolo no Chipre por um “capricho”.

– Quando vejo os jogos, fico um pouco agoniado. Queria dar um chute lá, aparecer para o meu país, jogar no Olímpico, onde nasci, no Maracanã... Mas quando coloco na balança, desanima. Aqui, já tenho um nome, uma estabilidade, um respeito. No Brasil, começaria do zero. Teria que reduzir meu salário, chegar arrebentando, etc... Não estou disposto a abrir mão do que tenho só para matar uma vontade.
Manduca em treino do Apoel (Foto: Cahê Mota / Globoesporte.com)Manduca no treino do Apoel (Foto: Cahê Mota / Globoesporte.com)
Mais jovem do grupo, Aílton pensa, sim, em deixar o Chipre, mas mira a Espanha.

– Saí do Brasil com 19 anos e nunca tive a oportunidade de jogar como profissional no Galo. Na verdade, meu sonho sempre foi jogar na Europa e conquistei isso cedo. Estou acostumado, gosto muito e o que tenho em mente é ir para o Campeonato Espanhol. É o que projeto agora. É o melhor campeonato do mundo e que encaixa no meu estilo de jogo.

A voz discordante no grupo é o zagueiro Marcelo Oliveira. Aos 31 anos, ele começou na Ulbra (RS) e já passou por Corinthians e Grêmio, antes de ter as portas da Europa abertas através do futebol grego. O desejo de volta, porém, se dá por um motivo familiar: o sonho de jogar ao lado do irmão Elias, meia ex-Fluminense, Vasco e que defende do Atlético-GO.

– Tenho muita vontade de voltar, sim. Tenho um irmão que joga também e queria jogar com ele em uma equipe de Série A no Brasil. É algo que nós sonhamos desde criança, mas no futebol nunca sabemos o que vai acontecer, né? Estou muito bem aqui também. Deixa o futuro acontecer.

Até porque, o futuro do Apoel começa a ser definido nesta terça-feira, no Estádio Gerland, em Lyon, na primeira partida das oitavas de final da Champions League. E que os franceses não duvidem do que os cipriotas são capazes.
Saiba um pouco mais dos brasileiros:
Gustavo Manduca
Idade: 31 anos
Origem: Santa Catarina
Primeiro clube: Grêmio
Carreira: passagens pelo futebol da Finlândia, Portugal, Grécia e Chipre

Aílton
Idade: 27 anos
Origem: Minas Gerais
Primeiro clube: Atlético-MG
Carreira: passagens pelo futebol da Suécia, Dinamarca e Chipre
William Boaventura
Idade: 31 anos
Origem: Minas Gerais
Primeiro clube: Cruzeiro
Carreira: passagens pelo Cabofriense, futebol da Ucrânia, Rússia e Chipre
Marcinho
Idade: 30 anos
Origem: Pernambuco
Primeiro clube: São Caetano
Carreira: passagens pelo Santos, CRB, futebol de Portugal e Chipre
Marcelo Oliveira
Idade: 30 anos
Origem: Rio Grande do Sul
Primeiro clube: Ulbra
Carreira: passagens pelo Corinthians, Grêmio, futebol da Grécia e Chipre
Kaká
Idade: 30 anos
Origem: Paraná
Primeiro clube: União Bandeirante
Carreira: passagens pelo futebol de Portugal, Alemanha e Chipre

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Apoel de Marcinho enfrenta Lion na próxima semana pela Liga







Próxima semana o Apoel do jogador sertanejo Marcinho entrará em campo
em um jogo histórico,pela champions o time do Chipre enfrentará o Lion da França.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Time se reapresenta com novidades






















O Compare Futebol Clube está de volta,nessa sexta feira teve reapresentação,com
Bruninho sendo a principal novidade.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

FLARESTA ESPORTE CLUBE: Temporada 2012

FLARESTA ESPORTE CLUBE: Temporada 2012: Clubes Florestanos em Preparação pra 2012 Início de ano,e como é de praxe os clubes voltam das férias visando a temporada que terá início ...

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Reapresentação Sexta Feira dia 10

Finalmente foi definido o dia da reapresentação do Compare Futebol Clube,será na sexta feira
dia 10 de Fevereiro,na ocasião a diretoria apresentará todo o plano de trabalho pra temporada,as
ofertas e as obrigações do elenco serão definidas com todos presentes.
O local será na sede do Clube.

domingo, 22 de janeiro de 2012

De camisa do Flaresta em Floripa

O presidente do Compare Futebol clube esta nesse momento na praia
de Jurere em Santa Catarina,o mandatário do Compare,aguarda o
retorno a Pernambuco pra tratar de
assuntos importantes ligado ao clube,
como definições de jogadores e inicio
de trabalhos,apesar de ter no Flaresta
seu principal concorrente pelo título o
presidente que também faz parte da torcida rubro negra passa o dia com a
camisa do concorrente.

sábado, 21 de janeiro de 2012

Guguinha se apresenta ao Flaresta

Em uma apresentação bastante esperada,Guguinha finalmente chega
ao Flaresta.
O presidente do clube Ronaldo Martins
finalizou a negociação na semana passada.

Presidente de ferias


De ferias em Florianopolis o presidente do clube Juvino Martins traça planos,no inicio de Fevereiro o clube fará a apresentação e faz todo seu planejamento pra temporada 2012.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Serra Talhada Futebol Clube

SEXTA-FEIRA, 13 DE JANEIRO DE 2012

Estaduais 2012: Serra Talhada-PE conta com 'inspiração' holandesa


Há 37 anos, a vida de seu Antônio da Silva, mais conhecido como 'Baião', é de absoluta dedicação ao estádio Nildo Pereira de Menezes, o Pereirão. Ele é o responsável pela sobrevivência do gramado , que é capaz de aguentar os 42° comuns a cidade de Serra Talhada no verão.
Aos 74 anos, todo santo dia Seu Baião está lá 'acarinhando' a grama protegido por um poderoso chapéu de palha.Quando perguntado qual o seu time de coração, não titubeia e crava, para segundos depois se corrigir:
- É o Serrano! Quer dizer, o Serra Talhada.
Seu Baião, e os quase 100 mil habitantes do município sertanejo, localizado a 415 km do Recife, ainda não se acostumaram a radical mudança, nascida numa briga politica, que 'exterminou' o antigo Serrano e fez nascer o Serra Talhada Futebol Clube.
Seu Baião tem quase quatro décadas dedicadas ao Pereirão (Foto: Tiago Medeiros, GLOBOESPORTE.COM)Seu Baião tem quase quatro décadas dedicadas ao
Pereirão (Foto: Tiago Medeiros / GloboEsporte.com)
- Houve uma dissidência porque não havíamos publicado as contas do clube no Diário Oficial, como manda a Lei Pelé, e para resolver o impasse, decidimos criar um novo clube. Consultamos a população, a prefeitura e o comércio e optamos por homenagear nossa cidade - explica o presidente José Raimundo, que também já presidiu o Serrano.
Duro é se acostumar com o novo nome.
-A cada dez vezes, em oito eu acabo chamando de Serrano, mas a gente vai se acostumando- assim espera o presidente.
O amarelo e preto foi abandonado e uma combinação não muito convencional foi adotada: laranja e preto. A inspiração nos nossos algozes na Copa da África.
- A gente tinha de escolher uma cor e decidimos pelo laranja e preto em homenagem à Holanda. Uma ideia original, já que não existe nenhum clube em Pernambuco com essas cores - afirma o presidente.
Cores do Serra Talhada foram inspiradas na Holanda (Foto: Tiago Medeiros, GLOBOESPORTE.COM)Cores do Serra Talhada foram inspiradas na Holanda (Foto: Tiago Medeiros / GloboEsporte.com)
(Re)Fundado em 25 de janeiro de 2011, o Serra Talhada é o clube mais jovem entre os participantes do Pernambucano, mas, antes mesmo de completar um ano de vida, já conseguiu seu lugar na elite, levantando o troféu de campeão da Segunda Divisão no ano passado.
Do grupo vencedor, muita gente permaneceu.
Jessuí é a esperança de gols do Serra Talhada (Foto: Tiago Medeiros, GLOBOESPORTE.COM)Jessuí é a esperança de gols do Serra Talhada
(Foto: Tiago Medeiros / GloboEsporte.com)
É o caso do atacante Jessuí, artilheiro da equipe na competição, com 10 gols, e que segue no Serra para voltar à fazer ligações da sua 'chuteira-fone', comemoração que virou sua marca e nasceu por acaso.
- Em 2007, eu estava no Serrano e marquei um gol no Santa Cruz, lá no Arruda. Na hora da comemoração, tirei a chuteira e fiz que estava telefonando para minha esposa. Não imaginava que se tornaria uma marca minha - relembra o atacante de 28 anos, que só iniciou a carreira no futebol aos 18 anos.
- Na época eu só queria saber de surfar, de praia, quando um olheiro do Fortaleza me viu batendo uma pelada e me levou para fazer um teste. Pouco tempo depois já estava no juniores e me destacando nas competições.
Vice-artilheiro do Campeonato Pernambucano de 2007, com 11 gols, quatro a menos que o ex-tricolor Marcelo Ramos, Jessuí promete manter a linha de sua chuteira-fone 'ocupada'.
- Temos um bom time, vamos mandar bem no Pernambucano e eu vou marcar muitos gols - promete.
Paraibano no comando
Temos, sim, condições de fazer um bom Estadual e brigar por uma vaga na semifinal, que vai nos garantir uma temporada cheia"
Reginaldo Sousa
Coube a Reginaldo Sousa a missão de conduzir o Serra Talhada em sua primeira vez na elite do Pernambucano. O treinador paraibano, de 45 anos, que já passou por Central e Ypiranga, acredita numa boa campanha.
-Temos, sim, condições de fazer um bom Estadual e brigar por uma vaga na semifinal, que vai nos garantir uma temporada cheia. Conheço bem o futebol daqui e o meu grupo também tem experiência, sabe bem onde está ‘pisando’ – confia o treinador, que é natural de Campina Grande.
Torcida chega junto
A vitoriosa campanha na Segunda Divisão foi embalada pela torcida ‘da laranja sertaneja’. E com o Pereirão sempre cheio, o Serra Talhada espera fazer valer o mando de campo para ir longe no Estadual. Com capacidade para seis mil lugares, o estádio deve estar sempre cheios nos jogos na cidade.
Contando com o apoio da torcida, os gols do atacante Jessuí, o Cangaceiro espera chamar a atenção no Pernambucano e não só pelo laranja marcante de seu uniforme.
Estádio Pereirão, casa do Serra Talhada (Foto: Tiago Medeiros, GLOBOESPORTE.COM)Estádio Pereirão, casa do Serra Talhada (Foto: Tiago Medeiros / GloboEsporte.com)

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Compare participará do sub-20

O Compare Futebol Clube decidiu participar do municipal sub-20,em conversa com
Paiakan,o presidente do clube Juvino dará um pequeno apoio a escolinha do clube e
mandará o time a campo,não vamos com obrigação de título,e sim em busca de uma
boa participação,já que vamos enfrentar equipes mais preparadas,no último final de

semana a equipe venceu um torneio de futsal em Petrolandia.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Time de Savoca vence amistoso

AMISTOSO: Penedense vence por 3 a 0 a Seleção do Baixo São Francisco




O Sport Club Penedense venceu na tarde desta quarta-feira (04/01) a Seleção do Baixo São Francisco pelo placar de 3 a 0, amistoso esse que serviu para dá o primeiro impacto técnico dos jogadores ao treinador ribeirinho Erandy Montenegro na formação ideal do time para estrear no Campeonato Alagoano no próximo dia 15 contra o Corinthians do Pilar.



Os gols foram marcados por: Oliveira aos 32' do 1ºt, Emerson aos 33' do 2ºt e Ricardo Perucaba aos 40' do 2ºt.



O time que entrou em campo foi o seguinte: Marcos. Adriano, Claudinho e Evanilson. Junior, Yuri (Juninho Alagoano), Vagner, Savoca (Ricardo Perucaba) e Edvaldo (Cris). Marcos e Oliveira (Emerson).



A renda da partida foi de R$ 676,00, para um público de aproximadamente 400 torcedores. A diretoria do clube informou que foram arrecadados 200kg de alimentos não perecíveis, que serão doados para Instituições de caridade do município.



A diretoria do Penedense anunciou que fará mais uma amistoso no próximo sábado, 07, mas a equipe adversária será conhecida nesta quinta-feira, 05. onde poderá ser: Belo Jardim, FF Sports ou Capela.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Olberdan em alta no Marítimo

Olberdam (foto ASF)
Olberdam poupado na receção ao Santa Clara
Por Orlando Vieira

Pedro Martins vai poupar o médio brasileiro Olberdam na receção desta segunda-feira ao Santa Clara, partida da jornada inaugural da terceira fase da Taça da Liga.

O jogador passou a semana a trabalhar com alguns condicionalismos e o treinador decidiu não arriscar na sua utilização, deixando-o de fora da lista de convocados.

Em relação à última convocatória (derrota com o Sporting por 3-0 para a Taça de Portugal), Peçanha (opção) e Igor Rossi (suspenso) também ficaram de fora, enquanto Salin, Roberge e Fábio Felício são novidades.

Lista completa de convocados:

Guarda-redes: Salin e Ricardo.

Defesas: Briguel, Robson, João Guilherme, Roberge e Luís Olim.

Médios: Roberto Sousa, Rafael Miranda, Fábio Felício, Benachour e João Luiz.

Avançados: Ibrahim, Christian Pouga, Baba, Sami, Heldon e Danilo Dias.